'Messi japonês', Kagawa luta para repetir sucesso dos clubes na seleção
Lançado por Levir Culpi no Cerezo Osaka, camisa 10 do time de Zaccheroni gera expectativa para fazer pelo Japão o que fez por Borussia e United
(Foto: Fabrício Marques)
A primeira chance de protagonismo será neste sábado, às 16h, no estádio Mané Garrincha, quando o Japão abre a competição contra a Seleção Brasileira. O GLOBOESPORTE.COM e a TV Globo transmistem a partida ao vivo.
Questionado especificamente se a Copa das Confederações serviria como momento de afirmação de Kagawa na seleção, o técnico Zaccheroni respondeu de forma geral, mas deixou claro que enfrentar adversários como Brasil, México e Itália servirá para dar rodagem aos seus jogadores.
- Estamos aqui para aproveitar ao máximo essa experiência e para nos desenvolvermos como seleção. Isso é para todos meus jogadores, também para os do Japão, que já estão mostrando nos clubes europeus que são excelentes, como o caso do Kagawa. Nós chegamos aqui para testar nosso nível. Estamos aqui para verificar onde estamos e para mostrar que somos uma boa seleção. Aproveitar oportunidade para jogar contra seleções que, pelo menos no papel, são superiores – afirmou Zaccheroni, neste sábado.
Kagawa começou a jogar futebol ainda criança, numa escolinha do Barcelona, em Miyagi. O jogador apareceu para o mundo do futebol no Cerezo Osaka, de onde saiu para o Borussia Dortmund, em 2010. No ano passado, ele foi eleito o melhor jogador internacional da Ásia, em cerimônia realizada pela Confederação Asiática de Futebol. E foi recompensado pela boa temporada no Borussia Dortmund, que resultou no título do Campeonato Alemão e na sua transferência para o Manchester United.
- Kagawa ainda não mostrou na seleção tudo que se espera dele. Ele arrebentou no Borussia e, agora, no Manchester. Isso gerou uma expectativa grande que ainda não foi correspondida. O Honda ainda é o principal jogador. No Japão, atribuem as derrotas à ausência dele. Quando ele não estava em campo, a seleção perdeu. A única derrota com ele em campo foi no amistoso com o Brasil (4 a 0) – analisou Tiago Bontempo, especialista em futebol japonês e autor do blog Futebol no Japão, no GLOBOESPORTE.COM.
mundo (Foto: Fabrício Marques)
Alguns feitos do japonês merecem destaque. Na Copa Asiática, Kagawa marcou dois gols nas quartas de final contra o Qatar. O jogo terminou com vitória japonesa por 3 a 2. Na semifinal contra a Coréia do Sul, o apoiador quebrou o osso metatarso e ficou fora da final em que o Japão venceu a Austrália e conquistou o título.
Além do bicampeonato alemão, Kagawa teve papel fundamental na conquista da Copa da Alemanha, quando o Borussia venceu o Bayern de Munique por 5 a 2, com um gol do meia.
Kagawa sabe que a Copa das Confederações será mais uma oportunidade de mostrar seu futebol também na Seleção. Ele parece ter a receita.
A habilidade natural é um elemento essencial do futebol"
Kagawa, do Japão
Com 1,72m, 63 quilos, Kagawa é franzino e apenas três centímetros mais alto do que Messi. No futebol, as proporções e diferenças são bem maiores. E o japonês sabe disso.
- Não se pode nem falar sobre isso – respondeu Kagawa, pouco depois de ser apelidado de “Messi japonês
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