Cuca, que comandou treino do Atlético no CT Rei Pelé, foi treinador do Santos em 2008
Cuca admite saudades do Santos, promete voltar ao clube no futuro e cita desânimo em 2008
Samir CarvalhoDo UOL, em Santos (SP)
O treinador, que também foi jogador do Santos em 1993, ainda reconheceu que estava desanimado quando assumiu o comando da equipe santista na época, mas revelou que pretende voltar a trabalhar no alvinegro praiano no futuro.
“Deu saudades, apesar de eu ficar pouco tempo aqui, deu para rever alguns amigos. Naquele momento (2008) precisava de um treinador cheio de energia, coisa que não estava acontecendo comigo. Eu fiquei um pouquinho. Senti que não estava sendo muito útil e sai. Mas é um lugar que guardo muito carinho, por ter jogador e penso em termos de futuro voltar a trabalhar aqui”, afirmou Cuca.
O atual treinador do Atlético não culpou o Santos por ter ficado apenas um mês e meio no comando do clube paulista. Cuca acredita que precisava descansar após sua saída do Botafogo e não deveria ter assumido o time da Vila Belmiro um dia após ser eliminado com o clube carioca da semifinal da Copa do Brasil, em decisão por pênaltis contra o Corinthians na ocasião.
“Às vezes acontece, não é culpa do clube. Fiquei dois anos e meio no Botafogo, fomos eliminados na semifinal da Copa do Brasil, nos pênaltis, era quarta, na quinta estava aqui (em Santos). Ainda se falava do Botafogo aqui, pois havia trabalho muito tempo no Botafogo, são coisas que o tempo ensina. O treinador tem que dar uma paradinha de um clube para o outro”, explicou.
O treinador da equipe mineira ainda fez questão de ‘rasgar elogios’ a diretoria santista pela iniciativa de disponibilizar o CT Rei Pelé para o Atlético, atitude considerada atípica pelo comandante. Sem demonstrar "segundas intenções", Cuca enaltece o Santos no momento em que o clube ainda não contratou o substituto de Muricy Ramalho, demitido recentemente.
“É um fato inédito, acontece pouco, treinar no campo do adversário, quase no mesmo horário agradecemos o Santos por abrir as portas e o dia em que precisarem, estaremos abertos”, disse.
“É adversário, não inimigo. É bom porque os jogadores hoje estão aqui, amanhã estão lá (Atlético), os que estão lá passa para cá (Santos)”, concluiu.
A partida entre Santos e Atlético-MG marca o tradicional "jogo de seis pontos". Enquanto a equipe santista está na lanterna, com dois pontos ganhos, o time de Belo Horizonte tem quatro e está na 16ª colocação, empatado com o Náutico, o primeiro time do Z-4. Quem perder termina a rodada na zona de rebaixamento.
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