Copa Libertadores 2013
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- Cuca muda postura, passa confiança ao elenco e crê no título da Libertadores
- 20/07/2013
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Cuca chama responsabilidade, fala grosso, mas mostra descontração nas entrevistas
Cuca muda postura, passa confiança ao elenco e crê no título da Libertadores
Bernardo LacerdaDo UOL, em Vespasiano (MG)
Durante a entrevista na Cidade do Galo, na sexta-feira, o treinador alvinegro adotou postura firme nas respostas. Cuca lembrou das cobranças feitas em cima do time mineiro desde a sua chegada e também sobre o fato de ele ainda não ter conquistado um título expressivo na carreira.
Sem perder o jeito alegre, Cuca falou grosso quando necessário, principalmente quando se tratou da derrota no Paraguai e de uma possível “moleza” alvinegra. “Vejo que não tem por que dar bronca, estamos na final da Libertadores, pergunta para todos os times que estão envolvidos nela se não queriam estar no nosso lugar, temos uma situação difícil, mas estamos na final”, disse.
O treinador chegou a mostrar descontração e tranquilidade em determinados momentos, arrancado risos de jornalistas presentes à coletiva. Cuca brincou até mesmo com a sua fama de azarado. “Eu vou conquistar este título da Libertadores e aí vocês vão parar de encher o saco e falar que não conquistei um grande título”, brincou.
Mostrando experiência, o treinador inclusive chamou a responsabilidade para ele, como no lance do segundo gol do Olimpia, marcado de falta, quando Alecsandro tentou cortar de cabeça a cobrança, dentro do gol e atrapalhou ao goleiro Victor. Cuca se mostrou tranquilo com a desvantagem alvinegra, com a derrota por 2 a 0, no Paraguai.
“O Alecsandro tentou salvar, por determinação minha, erro meu, não posso crucificar ninguém, o time está forte, eu estou bem melhor hoje do que ontem, estou regenerado, pronto para a decisão, os jogadores também estão, bem melhores, está tudo bem”, afirmou.
Cuca saiu em defesa dos atletas durante a entrevista e principalmente em relação a Ronaldinho Gaúcho. O treinador disse confiar que o camisa dez será o homem da segunda partida da decisão, mas aproveitou para passar um pedido ao atleta para que seja decisivo. “Eu nunca falei mal de nenhum atleta nos quase três anos de Atlético, nossa força aqui é a união, carinho e a cobrança, isso é o diferencial”, afirmou.
Ao adotar um tom de resposta e principalmente confiança para o torcedor atleticano, o treinador, que ganha o carinho da torcida, disse que divide com o presidente Alexandre Kalil o posto de quem mais sofre com a chance de ser campeão da Libertadores.
“Fiz 50 anos este mês, sou novo, mas vou parar cedo de ser treinador, se Deus quiser ele vai vir quarta-feira. Eu sou quem mais sofro, talvez ali comigo o Kalil, eu sofro, largo a minha vida por isso aqui, minha família, minhas filhas, eu quem mais quero isso, mas tem de ter equilíbrio, tem de manter a concentração, não adianta colocar a emoção na frente da razão, se não você dá um ponta pé no começo do jogo”, ressaltou Cuca.
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