Cuca comemora com Guilherme classificação dramática à final da Libertadores
Cuca supera sina de eliminações e se aproxima de título mais importante da carreira
Bernardo LacerdaDo UOL, em Belo Horizonte
“Ser campeão é a coroação do trabalho. Com o Atlético, a gente foi duas vezes campeão mineiro, vice-campeão brasileiro e estamos numa final de Libertadores em dois anos, é prenúncio de bom trabalho”, observou Cuca, em entrevista ao canal Fox Sports.
O treinador esteve próximo de reviver drama vivido há nove anos, quando comandava o São Paulo e teve a chance de chegar à final da Libertadores, mas acabou sendo surpreendido na semifinal e foi eliminado. A queda na competição causou a saída de Cuca do clube paulista e modificou a sua carreira.
Foi naquele mesmo 2004 a última vez que o futebol brasileiro ficou sem um representante na decisão da Libertadores. O São Paulo não conseguiu superar o Once Caldas, depois de empatar sem gols no Morumbi e ser derrotado por 2 a 1, na Colômbia.
Outra queda marcante na trajetória de Cuca ocorreu também na Libertadores, e novamente diante do Once Caldas, dessa vez quando dirigia o Cruzeiro, em 2011. Depois de obter a melhor campanha da fase de grupos, o time celeste foi eliminado pelos colombianos nas oitavas de final, com vitória fora de casa (2 a 1) e derrota diante da torcida, por 2 a 0, na Arena do Jacaré.
Com as eliminações traumáticas, o treinador passou a conviver com o estigma de ser vice. Pelo Fluminense, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana. Foi duas vezes segundo lugar do Brasileirão com Cruzeiro, em 2010, e Atlético, no ano passado.
Desta vez, Cuca chegou mais perto de conquistar o título mais expressivo de sua carreira e encerrar o estigma. O Atlético obteve a melhor campanha na fase de grupos da Libertadores, com cinco vitória e uma derrota. Depois eliminou o São Paulo, com vitórias por 2 a 1 e 4 a 1, nas oitavas, e o Tijuana, com dois empates 2 a 2 e 1 a 1, nas quartas.
Nas semifinais, o Atlético precisou superar um resultado adverso, ao ser derrotado pelo Newell’s, por 2 a 0, em Rosário, no jogo de ida. Com gols de Bernard e Guilherme, o time mineiro levou a decisão para os pênaltis e bateu os argentinos por 3 a 2, com destaque para o goleiro Victor que defendeu a última cobrança, do atacante Maxi Rodriguez.
“Esse time que a gente venceu é muito bom, o Gerardo Martino é um baita de um treinador, tem jogadores em nível de seleção argentina e não são nenhum um nem dois, são muitos, jogadores repatriados, crias do Newell’s que voltaram para jogar não pela situação financeira e, sim, por amor ao clube, e tudo isso pesa”, afirmou o treinador.
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