Técnico Cuca brincou com Guilherme, comparando-o a herói de título mundial do Inter
Comparado a Adriano Gabiru, Guilherme quer ampliar realizações no Atlético
Bernardo LacerdaDo UOL, em Vespasiano (MG)
A lembrança de Gabiru surgiu ao final da partida de quarta-feira, vencida por 2 a 0 no tempo normal e 3 a 2 nos pênaltis, levantada pelo técnico Cuca, que brincou com Guilherme e o comparou com o jogador, que marcou o gol da vitória do Internacional sobre o Barcelona, na final do Mundial de Clubes de 2006, garantindo o título para o colorado, no segundo tempo.
Gabiru viu a sua imagem mudar com o gol salvador. Porém, a situação durou pouco e após o gol histórico, viveu momento de baixa na carreira, passando por diversos clubes brasileiros sem ganhar destaque. Atualmente, atua no futebol amador de Curitiba, pelo Combate Barreirinha.
Jogadores do Atlético mantém slogan 'Yes, We Cam' para final com Olimpia
A camisa 'Yes, We Cam', que foi utilizada como símbolo para a reação do Atlético-MG na semifinal da Libertadores, na última quarta-feira, diante do Newell's Old Boys, e virou amuleto da classificação para a final da competição, não será esquecida pelos jogadores. Os atletas do alvinegro mineiro prometem usar a frase, inspirada no slogan de campanha de reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, para orientar o time nos dois jogos finais contra o Olímpia. A delegação atleticana, incluindo integrantes da comissão técnica e seguranças, chegou ao Independência com a camisa 'Yes, We Cam'. O lema "Sim, nós podemos" foi usado por Cuca para motivar o time e passar a mensagem que confiava na classificação, mesmo com a derrota no jogo de ida, por 2 a 0, há uma semana, em Rosário.
Ao longo dos três anos de Guilherme no Atlético, Cuca, que trabalha com ele há dois, foi um dos maiores críticos das atuações do jogador e chegou a ter problemas com o atleta, que foi escalado de meia e ganhou papel importante na marcação, situação que desagradou a Guilherme, que nunca escondeu desejo de atuar de atacante.
“Fui tático, não fui decisivo no ano passado, joguei ano passado todo pelo lado direito, então fui tático, não decisivo, já deu para mostrar que quando jogo mais perto do gol, não na armação de jogada, tende a sair coisas boas, mas foi um jogo inesquecível”, comentou Guilherme.
Cuca elogiou o atleta com o gol salvador. “Guilherme é frio, inteligente, o torcedor tem que entender que ele erra muito porque as bolas são diagonais, as bolas que ele enfia são em direção ao gol, com fez contra o Criciúma e acertou, às vezes ele é mais cobrado, às vezes ele é mais calado, e acho que o prejudica um pouco, acho que agora vai se soltar mais”, afirmou.
O gol salvador na quarta-feira, que levou a decisão da vaga para a final para os pênaltis e a conversão na sua cobrança, fizeram Guilherme dar a primeira grande resposta pelo alto investimento feito pelo Atlético na sua contratação, quando pagou R$14 milhões em 2010 e justificou o posto de aposta do presidente Alexandre Kalil, que não aceitou liberar o atleta nos momentos de baixa que viveu em Belo Horizonte.
“Acima de tudo, pelo presidente, foi o mínimo que eu pude fazer. Ele sofre também com essas cobranças, porque foi o responsável pela minha vinda. É bom dar esse retorno. A minha realização não para por aí”, reconheceu Guilherme
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